Os Técnicos do Futebol Amador
Hoje vamos falar de uma figura
indispensável no futebol amador: Para muitos treinadores, técnico até mesmo
professor. Muitos deles foram jogadores que brilharam dentro das quatro linhas,
conquistaram títulos, marcaram gols e deixaram seus nomes na história dos
clubes. Outros assumiram a função por necessidade da equipe, pelo amor ao
futebol e pela vontade de ajudar.
Ser treinador no futebol amador
está longe de ser uma tarefa fácil. Diferente do futebol profissional,
treinamento quase não existe. Muitas vezes o comandante passa a semana inteira
sem reunir o grupo e, no domingo, precisa montar uma equipe competitiva para
entrar em campo e montar um verdadeiro
quebra-cabeça.
Falar em esquema tático chega a
ser engraçado em algumas situações. Não por falta de conhecimento dos
treinadores, mas pela ausência de treinamentos e, em muitos casos, pela famosa
desobediência tática. O técnico pede para marcar, o jogador ataca. Pede para
segurar o resultado, o atleta quer fazer mais um gol. Dentro do campo, nem
sempre o planejamento sobrevive aos primeiros minutos de jogo.
Mas se falta treinamento, sobra
incentivo. À beira do gramado, os técnicos não param um segundo. Gritam,
orientam, cobram, incentivam e também reclamam. Reclamam da arbitragem, do
adversário, do próprio jogador e, às vezes, até da sorte. Isso tudo faz parte
do espetáculo chamado futebol.
No futebol amador, o treinador é
um pouco de tudo: técnico, dirigente, psicólogo, roupeiro e até motorista
quando necessário. Muitas vezes tira dinheiro do próprio bolso para ajudar a
equipe e enfrenta desafios que poucos enxergam.
Por isso, merecem reconhecimento.
Afinal, mesmo sem estrutura, sem salário e sem os recursos do futebol
profissional, continuam firmes todos os domingos, movidos apenas pela paixão
pelo esporte e pelo compromisso com o clube que representam.